Apesar de ser um campo de pesquisa bastante tradicional em países de língua inglesa e alemã, a história das idéias ainda não é tão difundida em nosso meio acadêmico. Em função disso, uma das principais funções do GT e deste blog será a de divulgar textos fundamentais que permitam conhecer um pouco mais sobre a história da história das idéias. Abaixo, relacionamos alguns autores e obras de referência que estão disponíveis em língua portuguesa.
Arthur Oncken Lovejoy (1873-1962) é considerado um dos fundadores da história das idéias, tendo desenvolvido sua carreira acadêmica nos EUA. “A grande cadeia do Ser” é um de seus livros mais conhecidos, fruto de uma série de conferência proferidas na Universidade de Harvard, no ano letivo de 1932-33, no âmbito das Conferências William James, vindo à lume em 1936 pela Harvard University Press, foi publicado há poucos anos no Brasil. Ver: Arthur O. Lovejoy. A grande cadeia do Ser. São Paulo: Palíndrono, 2005.
Robin George Collingwood (1889-1943). Filósofo e historiador das idéias britânico, ele é conhecido dos leitores lusófonos em especial pelo seu livro “A idéia de História”. É hoje um dos autores que, em que pese a sua importância, têm ficado à sombra. Dele, ver: R. G. Collingwood. A idéia de história. Lisboa: Editorial Presença, s/d.
Benedetto Croce (1866-1952). Indiscutivelmente, a sua obra é muito mais voltada à filosofia do que à história. No entanto, dedicou-se a discutir a história do pensamento em algumas obras que deveriam ser lidas pelos historiadores. Em português, ver:
Benedetto Croce. História como história da liberdade. Rio de Janeiro: Topbooks, 2006.
Franklin L. Baumer (1913-1990) iniciou sua carreira como professor na New York University, transferindo-se na década de 1940 para Yale, onde permaneceu até a aposentadoria. ''Modern European Thought'' foi traduzido em Portugal, publicado em dois volumes pela Edições 70 e oferece um amplo painel da história do pensamento europeu moderno, do século XVII ao século XX. Ver: Franklin L. Baumer. O pensamento europeu moderno. 2 vol. Lisboa: Edições 70, 1977.
Isaiah Berlin (1909-1997) estudou em Oxford e dedicou-se ao longo de toda a sua carreira ao estudo da história das idéias. Além de uma boa biografia sobre Berlin (Michael Ignatieff. Isaiah Berlin, uma vida. RJ: Record, 2000), há em língua portuguesa uma grande quantidade de suas obras. Sugere-se, antes de qualquer coisa Isaiah Berlin. Estudos sobre a humanidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Esse polpudo volume de 720 páginas consegue oferecer alguns dos melhores estudos de Berlin, passando por várias fases de sua produção.
Quentin Skinner, nascido em 1940 é considerado, ao lado de John Poccock, referência incontornável no que diz respeito à história das idéias. De suas várias obras, algumas encontram-se traduzidas para o português. Ver: Quentin Skinner. Maquiavel. São Paulo: Brasiliense, 1985; ______. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996; ______. Liberdade antes do liberalismo. São Paulo: Unesp, 1999; ______. Razão e retórica na filosofia de Hobbes. São Paulo: Unesp, 1999; ______. Hobbes e a teoria clássica do riso. São Leopoldo: Unisinos, 2002 .
John Poccock, nascido em 1924, é um dos representantes da “escola de Cambridge” ou do assim chamado contextualismo lingüístico, assim como o já citado Skinner. Pocock, no entanto, está menos acessível em Português. Dele, conferir: J. G. A. Pocock. Linguagens do ideário político. São Paulo: Edusp, 2001.

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