
Dentre os estudos de história das idéias/história intelectual, seguramente aqueles produzidos pela Escola de Cambridge (Skinner e Pocock especialmente) são os que ganharam maior repercussão internacional, sendo inclusive bastante divulgados no Brasil. Os dois historiadores britânicos já foram publicados no país e algumas das teses do contextualismo lingüístico já são moeda corrente nos estudos sobre o pensamento político.
Cresce, no entanto, a importância de autores de grande renome internacional que dirigem críticas aos autores da chamada Escola de Cambridge, destacando-se o nome de Mark Bevir, politólogo estadunidense, ora publicado no Brasil pela Edusc.
O ponto que me parece especialmente interessante na argumentação de Bevir é a sua proposta de uma retomada dos filósofos analíticos, em especial Wittgenstein e Davidson. Fundamentalmente porque sua retomada da filosofia analítica significa para Bevir afastar-se das discussões em torno da tradição hermenêutica, em especial as de Gadamer e Skinner, que se tornou praticamente consensual no campo da história intelectual.
Inquestionavelmente, uma discussão aguda que, é de se lamentar, ainda não está repercutindo em nossos canteiros. (E.S.)

Nenhum comentário:
Postar um comentário